DITADORZINHO “QUEM MIJOU NUN” PEITA ESTADOS UNIDOS E LANÇA MÍSSIL INTERCONTINENTAL.







Vídeo: EUA e Coreia do Sul mostram ‘poder de fogo’ (via EFE)
Desde que o ditador herdou o poder, em dezembro de 2011, o programa balístico e nuclear foi acelerado. Em 1 de janeiro passado, Kim, de 33 anos, anunciou que testaria um míssil intercontinental, e somente nos últimos seis meses lançou 13 projéteis, mais que nesse período nos três anos anteriores. E sendo verdade ou não que o último tem alcance intercontinental, tanto a data escolhida, a véspera do 4 de Julho, a festa nacional dos EUA, como a inflamada propaganda oficial mostram o desejo de Pyongyang de desafiar Washington.

Pouco importa que sua renda per capita seja quase 100 vezes inferior ou que um ataque ao território dos EUA possa desencadear um contragolpe arrasador. A lunática tirania que impera na Coreia do Norte fundamenta sua identidade na ameaça de um conflito externo e dirige todos os seus esforços ao cumprimento de um cálculo aterrador: a possibilidade de atacar, embora apenas uma vez, seu inimigo.

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Com esse objetivo, o regime foi desenvolvendo a toda marcha seu programa nuclear e balístico. Um esforço imenso para um país paupérrimo e que ainda está longe de ter alcançado sua meta: nem sequer está claro que tenha conseguido dominar a tecnologia necessária para dotar esses mísseis de ogivas nucleares ou alcançar com sucesso o reingresso em terra depois de lançados com carga. Problemas técnicos que esfriam a fanfarronice de Pyongyang, mas não sua determinação de se dotar de armas de destruição em massa com capacidade para atacar os EUA.

Diante dessa ameaça, a Administração Trump optou desde sua posse por aumentar a pressão. Demonstrou sua força militar em águas coreanas, com o envio de um grupo naval de combate, e redobrou seus gestos de amizade com a Coreia do Sul. Um país onde tem 28.500 soldados e cujo presidente, Moon Jae-in, Trump recebeu na Casa Branca na sexta-feira. Em paralelo, vem tentando mudar a posição da política chinesa nesse conflito. O gigante asiático absorve 90% do comércio norte-coreano e tem em suas mãos forçar o encerramento do programa balístico. O primeiro passo para convencer a China foi uma reunião em abril com o presidente Xi em Mar-a-Lago (Flórida).



O encontro terminou, nas palavras de Trump, com o nascimento de uma amizade “tremenda e espetacular”. Palavras que logo se mostraram vazias. Não houve idílio algum e Pequim, apesar dos reiterados pedidos públicos do presidente dos EUA, não mudou de posição. Trump, desapontado, decidiu buscar outro caminho para convencer Xi.

Desde que em 20 de junho o presidente tornou público que Pequim não estava ajudando o suficiente, os Estados Unidos não deixaram de brandir o chicote. Nesse jogo, impuseram sanções a um banco chinês por suas operações com Pyongyang, venderam 1,4 bilhão de dólares (4,6 bilhões de reais) em armas a Taiwan e no domingo passado enviaram um destróier a Triton, um minúsculo enclave pertencente ao vespeiro territorial das ilhas Paracelso, no mar do Sul da China.

Uma estratégia de tensão que culminou horas depois com uma ligação telefônica ao presidente chinês, na qual Trump lhe fez saber que sua paciência com a Coreia do Norte terminou e que está disposto a agir por conta própria.
Nessa crescente queda de braço se situa a resposta de Trump ao lançamento do último míssil. Tão logo se tornou público o teste, afirmou no Twitter: “Esse sujeito não tem nada melhor para fazer com sua vida? Difícil acreditar que a Coreia do Sul e o Japão vão aguentar muito mais. Talvez a China faça um movimento de peso na Coreia do Norte e ponha fim a esse absurdo para sempre”.
Foi uma resposta à qual se segui o silêncio de um feriado. Todos os olhares estão agora postos na cúpula do G-20. Ali se reunirão Trump e Xi. A Coreia do Norte será o eixo da conversação. Outra vez.